Nara Leão nascimento 19/01/1942 falescimento 07/06/1989

Nascida no Espírito Santo, mudou-se para o Rio de Janeiro aos dois anos de idade. Oriunda de uma família de classe média, começou a ter aulas de violão na adolescência com Solon Ayala e Patrício Teixeira. Em seu apartamento em Copacabana aconteciam reuniões de música onde, segundo alguns críticos, nasceu a bossa nova. No final dos anos 50 trabalhava como repórter em um jornal e participava de shows de bossa nova, cantando com sua voz curta e acompanhando-se ao violão. Em 1963 estreou profissionalmente no musical "Pobre Menina Rica", de Vinicius de Moraes e Carlos Lyra. No mesmo ano gravou duas faixas no disco "Depois do Carnaval", de Carlinhos Lyra: "É Tão Triste Dizer Adeus" (C. Lyra/ N. Lins e Barros) e "Promessas de Você" (C. Lyra/ N.L. Barros). Já no ano seguinte, quando gravou seu primeiro LP, "Nara", provocou polêmica ao adotar um repertório que, além de bossa nova, incluía diversos sambas de compositores chamados de "sambas de morro", como "Diz que Fui por Aí", de Zé Kéti e Hortênsio Rocha, "Luz Negra", de Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso, e "O Sol Nascerá", de Cartola e Elton Medeiros. Ao final de 1964, participou do espetáculo "Opinião", um dos mais importantes do período e um dos primeiros a contestar o regime militar, ao lado de Zé Kéti e João do Vale. Na mesma época gravou "Opinião de Nara", incluindo "Opinião" e "Acender as Velas", de Zé Kéti, "Sina de Caboclo" (João do Vale) e "Chegança" (Edu Lobo/ Vianinha). No ano seguinte chamou a estreante Maria Bethânia, da Bahia, para substituí-la no espetáculo. Assim, nesse show, Nara Leão foi diretamente responsável pelo surgimento da estrela Bethânia e pelo resgate de autores como João do Vale e Zé Kéti. Foi a intérprete de "A Banda", de Chico Buarque, que dividiu o primeiro prêmio do Festival da TV Record de 1966 com "Disparada" defendida por Jair Rodrigues. Dois anos depois integrou o movimento tropicalista, participando do emblemático disco "Tropicália ou Panis et Circensis". Nos anos seguintes passou uma temporada na França, onde reatou laços com a bossa nova, gravando dois LPs dedicados a esse repertório. Participou de vários shows sozinha e ao lado de outros artistas, gravando até mesmo no Japão. Cantora com visão de produtora, Nara lançou vários compositores e inúmeras músicas ganharam fama em sua voz como "Pedro Pedreiro", "Olê Olá" (ambas de Chico Buarque), "Maria Moita" (Carlos Lyra/ Vinicius), "Corisco" (Sergio Ricardo/ Glauber Rocha), "Esse Mundo É Meu" (Sergio Ricardo), "Maria Joana", "Pede Passagem" (Sidney Miller), "Recado" (Casquinha/ Paulinho da Viola), "Coisas do Mundo, Minha Nega" (Paulinho da Viola), "João e Maria" (Sivuca/ Chico Buarque), "Com Açúcar, com Afeto" (Chico Buarque), "Apanhei-te Cavaquinho" (Ernesto Nazareth/ Nara Leão), além de praticamente todos os clássicos da bossa nova.

Discografia

Discos de carreira
MY FOOLISH HEART

MY FOOLISH HEART

Polygram - 1989
 
MEUS SONHOS DOURADOS

MEUS SONHOS DOURADOS

Polygram - 1987
 
GAROTA DE IPANEMA

GAROTA DE IPANEMA

Polygram - 1986
 
MEU SAMBA ENCABULADO

MEU SAMBA ENCABULADO

Polygram - 1983
 
NASCI PARA BAILAR

NASCI PARA BAILAR

Polygram - 1982
 
ROMANCE POPULAR

ROMANCE POPULAR

Polygram - 1981
 
COM AÇÚCAR, COM AFETO

COM AÇÚCAR, COM AFETO

Polygram - 1980
 
OS MEUS AMIGOS SÃO UM BARATO

OS MEUS AMIGOS SÃO UM BARATO

Phonogram - 1977
 
MEU PRIMEIRO AMOR

MEU PRIMEIRO AMOR

Phonogram - 1975
 
DEZ ANOS DEPOIS

DEZ ANOS DEPOIS

Polydor - 1971
 
COISAS DO MUNDO

COISAS DO MUNDO

Philips - 1969
 
NARA LEÃO

NARA LEÃO

Philips - 1968
 
VENTO DE MAIO

VENTO DE MAIO

Philips - 1967
 
NARA

NARA

Philips - 1967
 
NARA PEDE PASSAGEM

NARA PEDE PASSAGEM

Philips - 1966
 
MANHÃ DE LIBERDADE

MANHÃ DE LIBERDADE

Philips - 1966
 
O CANTO LIVRE DE NARA

O CANTO LIVRE DE NARA

Philips - 1965
 
OPINIÃO DE NARA

OPINIÃO DE NARA

Philips - 1964
 
NARA

NARA

Elenco - 1964
 
Extras
TODO DIA É DIA D

TODO DIA É DIA D

Dubas Música/Universal Music - 2002
 
OS SALTIMBANCOS

OS SALTIMBANCOS

Polygram - 1977
 
Tributos